Liguei, 3 toques e voce atendeu. Suei frio, tremi, pensei em mil coisas pra falar em frações de segundos, medo de saber quem sou e desligar. "Alô?!", e sua voz foi como melodia para meus ouvidos, resgatei o passado todo que já havia perdido da memória. Sua imagem veio de relance na minha frente, então eu disse alô. Voce assustado, confuso, não acreditando no que ouvia, perguntou quem era. E meu próprio nome foge da mente, o que dizer. "Desculpa! foi engano". Ou inventar um nome qualquer e puxar assunto, dizendo ser uma adimiradora secreta. Não, apenas um "Esqueceu de mim?" foi o suficiente para voce ter a certeza de quem era. E sem pensar nos meus erros do passado, foi simplismente falando tudo que eu queria ouvir. Dizendo o quanto sentia minha falta, o quanto esperava por essa ligação. E meus olhos enchendo de água, o coração palpitando, a mãos tremendo, e a voz? já era dominada pela rouquidão do choro. E derrepento tudo parou, voce fez um pedido. Aquele pedido de junta o passado com o presente, aquele pedido que dá continuação no que eu pensei que já tivesse tido fim. O que responder? sair como fraca e ter aquilo que voce sempre quis nas mãos, ou dar uma de difícil e correr o risco de perder tudo? Juntando o sim e o não, resulta no talvez. Apesar de tudo eu precisava pensar. Agora eu tenho uma semana para pensar se continuo escrevendo a nossa história, ou se ponho um ponto final e sigo a vida enfrente..
"No caminho da minha indecisão ainda persisto em deixar os ventos me levar." (M.tilovisz)
